A Massificação do Vídeo Online
Segundo jornal Propaganda e Marketing, edição de 17 de agosto de 2009, o vídeo online ganhou espaço e fama no meio publicitário. Presente em campanhas, o vídeo tornou-se a principal ferramenta interativa on demand, ou seja, que oferece aquilo que o consumidor deseja, no momento que deseja.
De acordo com estudos da Frank N. Magid Associates, 77% dos usuários americanos assistem vídeos na internet e 43% fazem isso semanalmente. Essa pesquisa também afirma que vídeos online são tão ou mais interessantes do que os programas de duração mais longa das TVs. Portanto, sua massificação acabou acontecendo naturalmente.
Outros números comprovam esta grande aceitação. O site de vídeos Hulu cresceu 490% entre abril de 2008 e abril deste ano, de acordo com consultoria Nielsen. O crescimento colocou o site na vice-liderança entre os portais de vídeos mais acessados nos EUA, ficando atrás apenas do Youtube.
Essa grande ascensão dos vídeos online despertou o interesse de diversos segmentos, que cada vez mais entram nessa onda. E os motivos não faltam: agência de publicidade podem desenvolver novas estratégias online para seus clientes, aumentando o market share de determinadas marcas. Os grupos de mídias conseguem disponibilizar com mais rapidez os conteúdos para seu público. E as empresas disseminam informações e propagam palestras e treinamentos.
O Boticário, por exemplo, distribuiu seus vídeos pela internet para propagar, via TV corporativa, a mensagem de seu presidente para mais de 2.700 lojas espalhadas pelo Brasil. Essa solução democratiza a informação dentro da empresa, uma vez que possibilita, por exemplo, a colaboração na produção de conteúdo e uma maior facilidade na disseminação de técnicas de venda. Dessa forma, a comunicação passa a ser interativa e deixa de ser top-down.
Já a ABRIL Digital, empresa do Grupo Abril, utiliza plataforma de gerenciamento, armazenamento e distribuição de vídeos nas páginas da web para oferecer conteúdo e informações exclusivas aos leitores de sites e publicações, ampliando assim seu relacionamento.
Outro nicho encontrado pelas empresas é a utilização dos vídeos online para agregar skills à marca, ou seja, mostrar como o produto pode ser melhor utilizado. Esta prática tem sido muito utilizada por grandes marcas para agregar valor e status ao produto e para dar suporte ao consumidor. A Apple por exemplo, lançou recentemente uma propaganda de tv que logo chegou a internet, ressaltando algumas funcionalidades do IPhone 3G, e foi visto por milhares de consumidores. Outro exemplo foi o da Nokia que no lançamento do N97, divulgou um vídeo-demo destacando as principais funções do novo produto.
Além destes dois exemplos, tem também, a Fedex que estreou recentemente, sua primeira campanha de vídeo web, com 5 vídeos de 3 minutos cada.
Tal estratégia se justifica em números: de acordo com pesquisa do eMarketer, 53% dos jovens americanos entre 18 e 24 anos declaram assistir mais vídeos pela web do que pela tv. Sinal do novos tempo!
Ações como da Apple, Fedex e Nokia também se justificam pelo poder de viralização. Esse tipo de vídeo envolve o internauta, seduzindo-o a indicar o vídeo online (comercial) para outras pessoas. Esta prática é muito bem aceita, pois em recente pesquisa da Nielsen, apontou que 9 entre 10 consumidores de internet no mundo confia em sugestões de pessoas conhecidas.
Os vídeos online, como vimos, são uma vitrine para que qualquer pessoa conheça melhor uma empresa ou determinada marca. E, em um mundo cada vez mais competitivo em com mais informações, quem não apostar nesta tendência viverá na Idade da Pedra. Seja bem-vindo a este novo tempo!
Fonte: Jornal Propaganda e Marketing, edição 17 de agosto de 2009 pg.02